Depois de muito tempo, eis-me aqui. E agora, vislumbro o tempo sob outra ótica ou quem sabe, sob outros ponteiros. Afinal, tudo mudou. Ou parece ter mudado. Estamos sob nova ordem. Fiquem em casa.
Sim. Ficar em casa, isolar-se do convívio social para parar um vírus. É o novo comando. E a ele submete-se até as grandes economias mundiais.
E agora, não é mais da janela lá de casa que vejo o mundo. É na palma da minha mão que acesso o meu universo.
Não vou mais à escola. Meus alunos não estarão lá. Eu me conecto com eles numa "rede social". Continuo dando as mesmas broncas, mas já não observo seus olhares, suas risadinhas... Ah, e também não recebo seus abraços, seus afetos. Agora, só emojis. E por falar nisso, continuo achando essas figurinhas muito sem graça. Mas é o que há. Vou usar. Estou usando. Até para dizer rapidamente, que sinto saudade do barulho deles e delas.
Tenho andado ainda mais cansada. Achei que isso não seria possível, pois supunha ter atingido o meu limite.
Ora, não mesmo.
De uma hora para outra tive que me reinventar. Sair do espaço físico da aula para um ambiente virtual. Deixava ali minha zona de conforto. Não está sendo fácil. Mas, não nego que tem seus prazeres. É rápido informar desse jeito. E é aí que o dilema antigo, bem antigo ressurge: como transformar essa informação em conhecimento?
E a questão é tão nova e tão velha que, confesso, me inquieto.
É. Pois é... vamos fazer cócegas no cérebro. É o jeito. Não adianta saber responder. Tem que saber perguntar.
paixão de educar
terça-feira, 31 de março de 2020
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Travessia- "Por uma educação para o desenvolvimento do ser."
E eis-me aqui! Sou mesmo é movida a desafios. E se esses desafios me colocam diante de mim e de meu desejo de educar, então: eis-me aqui!
E não é que mais uma vez eu me encanto? Foram 40 horas de estudo e aperfeiçoamento. Agora, sinto-me segura e esperançosa caminhando com um grupo de educadores engajados, críticos e encantados assim como eu.
Sei que a missão não é nada fácil, mas também se fosse talvez não me causasse tanto encantamento. Aprendi muito, sei que ainda aprenderei muito mais e quero muito realizar aulas com meus alunos e minhas alunas a fim de desenvolver novos sujeitos.
Tenho ânimo para trabalhar, quero, pois, ser de fato sujeito desse grande empreendimento social. Vai valer muito a pena. Eis-me aqui!
E não é que mais uma vez eu me encanto? Foram 40 horas de estudo e aperfeiçoamento. Agora, sinto-me segura e esperançosa caminhando com um grupo de educadores engajados, críticos e encantados assim como eu.
Sei que a missão não é nada fácil, mas também se fosse talvez não me causasse tanto encantamento. Aprendi muito, sei que ainda aprenderei muito mais e quero muito realizar aulas com meus alunos e minhas alunas a fim de desenvolver novos sujeitos.
Tenho ânimo para trabalhar, quero, pois, ser de fato sujeito desse grande empreendimento social. Vai valer muito a pena. Eis-me aqui!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Mais uma vez aqui para olhar para o meu dia e reconhecer o amor de Deus em cada ato vivido, em cada sorriso trocado, em cada aula construída.
E como é lindo edificar com o outro! E o outro, neste caso, são meninos e meninas que vivem a aventura de descobrir, fazer e refazer coisas, saberes, conceitos...CULTURA.
Hoje, foi exatamente assim: uma aula construída entre o discípulo e o mestre. E o mestre, que de repente aprende com a ousadia e generosidade de quem, numa conclusão que denuncia aprendizagem real, declara com convicção:"Professora, é que tem gente que pensa que educação é o que se escreve no caderno e não sabe quantas árvores se "mata" para que se fabrique esse caderno."
E eu, que aprendo a cada dia, reconheço a presença educativa de Deus que se revela nessa aula. E nessa aula renovo em mim a certeza de que pela educação é possível viver e praticar a "pedagogia do amor" . E como numa ciranda, cujo ritmo se determina passo a passo, mão a mão, movimento a movimento, a vida se faz na luz que se compartilha com a sabedoria do OUTRO.
Shallom!!!
E como é lindo edificar com o outro! E o outro, neste caso, são meninos e meninas que vivem a aventura de descobrir, fazer e refazer coisas, saberes, conceitos...CULTURA.
Hoje, foi exatamente assim: uma aula construída entre o discípulo e o mestre. E o mestre, que de repente aprende com a ousadia e generosidade de quem, numa conclusão que denuncia aprendizagem real, declara com convicção:"Professora, é que tem gente que pensa que educação é o que se escreve no caderno e não sabe quantas árvores se "mata" para que se fabrique esse caderno."
E eu, que aprendo a cada dia, reconheço a presença educativa de Deus que se revela nessa aula. E nessa aula renovo em mim a certeza de que pela educação é possível viver e praticar a "pedagogia do amor" . E como numa ciranda, cujo ritmo se determina passo a passo, mão a mão, movimento a movimento, a vida se faz na luz que se compartilha com a sabedoria do OUTRO.
Shallom!!!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
(...)
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
(...)
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Eu não existo sem você
Olá, companheiros de viagem!
Senti saudades de vocês e de mim mesma. E por isso voltei.
Quero é mesmo estar compartilhando, aproveitando o espaço para falar de uma paixão antiga: a sala de aula. Não me falem de sacrifícios... quero é tratar de Arte. Arte de ensinar. Arte de aprender e conviver. Arte que se faz ali, naquele universo da sala de aula, simples, mágica, quente, emocionante... provocadora...livre e libertadora.
É nesse espaço que encontro o prazer do meu ofício. O ofício de formar gente. Gente que ama, sorri, chora e odeia e volta a amar.
Sou eu assim: uma professora e sua sala de aula.
Beijo a todos. Shallom.
Senti saudades de vocês e de mim mesma. E por isso voltei.
Quero é mesmo estar compartilhando, aproveitando o espaço para falar de uma paixão antiga: a sala de aula. Não me falem de sacrifícios... quero é tratar de Arte. Arte de ensinar. Arte de aprender e conviver. Arte que se faz ali, naquele universo da sala de aula, simples, mágica, quente, emocionante... provocadora...livre e libertadora.
É nesse espaço que encontro o prazer do meu ofício. O ofício de formar gente. Gente que ama, sorri, chora e odeia e volta a amar.
Sou eu assim: uma professora e sua sala de aula.
Beijo a todos. Shallom.
domingo, 3 de abril de 2011
VOLTANDO A ME REVELAR...
Busco apenas dizer o que me ocorre de vez em quando, e às vezes me ocorre que a juventude do século XXI é dona do mundo. Dona do destino de um planeta que se amedronta diante da irracionalidade capitalista.
Ainda, me ocorre que se essa "galera" não compreender sua missão não haverá saída. O mundo ruirá e a humanidade terá escrito a sua mais radical história de destruição. A natureza não se corrompe. Não há negociatas... ou se respita as leis naturais, ou se subordina à sua força. E não adianta munir-se de tecnologia. É necessário mudar a atitude. Mas, eis uma revolução que parece-me estar além da força intelectual dos milhões de terráqueos. Por isso, me indago, a propósito de como educar para a revolução que se espera, ou por força de sustentabilidade, que se urge em defesa da vida. Shallom!!!
Busco apenas dizer o que me ocorre de vez em quando, e às vezes me ocorre que a juventude do século XXI é dona do mundo. Dona do destino de um planeta que se amedronta diante da irracionalidade capitalista.
Ainda, me ocorre que se essa "galera" não compreender sua missão não haverá saída. O mundo ruirá e a humanidade terá escrito a sua mais radical história de destruição. A natureza não se corrompe. Não há negociatas... ou se respita as leis naturais, ou se subordina à sua força. E não adianta munir-se de tecnologia. É necessário mudar a atitude. Mas, eis uma revolução que parece-me estar além da força intelectual dos milhões de terráqueos. Por isso, me indago, a propósito de como educar para a revolução que se espera, ou por força de sustentabilidade, que se urge em defesa da vida. Shallom!!!
quinta-feira, 3 de março de 2011
A aula que sonho
Neste início de dia ou fim de madrugada quem sabe.... e ao saber também, para que me serve o tempo neste instante de reflexão... penso e isso me basta... e penso, agora, sobre como é bom viver o milagre de conhecer com o outro, de revelar saberes, de ser educador....
Quero continuar assim, cumprindo turnos, encontrando meus alunos nos corredores, nas salas de aula, na vida.
Este é o tempo que me serve... o tempo em que sou para o outro uma oportunidade de conhecer, de dizer o que ousa nascer em seus pensamentos, de trabalhar o autêntico direito de dizer a sua palavra, de falar, de ouvir e ser ouvido.
Quero mesmo a doce conquista de uma aula libertadora, de uma aula que apaixone e transforme.
Quero uma revolução... um monte de meninos e meninas rompendo os grilhões da ausência de oportunidade, da falta de sonhos...e nesse desejo não há utopia, apenas a forte esperança de que o céu é para todos.
Quero continuar assim, cumprindo turnos, encontrando meus alunos nos corredores, nas salas de aula, na vida.
Este é o tempo que me serve... o tempo em que sou para o outro uma oportunidade de conhecer, de dizer o que ousa nascer em seus pensamentos, de trabalhar o autêntico direito de dizer a sua palavra, de falar, de ouvir e ser ouvido.
Quero mesmo a doce conquista de uma aula libertadora, de uma aula que apaixone e transforme.
Quero uma revolução... um monte de meninos e meninas rompendo os grilhões da ausência de oportunidade, da falta de sonhos...e nesse desejo não há utopia, apenas a forte esperança de que o céu é para todos.
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Recomeço
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